Nos últimos anos, o avanço da inteligência artificial e da robótica levantou uma pergunta que antes parecia coisa de filme de ficção científica: robôs podem atacar humanos?. O tema ganhou força em redes sociais e manchetes sensacionalistas, mas o que diz a ciência e a tecnologia sobre isso?
De onde veio esse medo?
A ideia de robôs se voltando contra seus criadores existe há décadas. Filmes como Exterminador do Futuro e Eu, Robô alimentaram o imaginário coletivo com cenários apocalípticos em que máquinas inteligentes se tornam uma ameaça à humanidade. Mas, na realidade, o que temos hoje está bem distante disso.
O que está acontecendo hoje?
Apesar dos grandes avanços, os robôs atuais são altamente dependentes de programação humana e operam dentro de limites rigorosos. Empresas como Boston Dynamics, por exemplo, desenvolvem robôs extremamente ágeis, mas seu uso é voltado a áreas como logística, segurança e pesquisa. Eles não têm vontade própria nem objetivos próprios — apenas seguem comandos.
O que tem causado preocupação, no entanto, é o uso militar e policial de robôs autônomos, como drones armados. Países têm investido em tecnologias que podem tomar decisões em campo sem intervenção humana, o que levanta debates éticos importantes. Mesmo assim, organizações como a ONU vêm pressionando por regulamentações internacionais para impedir o uso ofensivo dessas máquinas.
Acidentes com robôs: ataques ou falhas?
Casos isolados de acidentes envolvendo robôs industriais são frequentemente citados como “ataques”. No entanto, essas ocorrências geralmente são falhas operacionais ou erros humanos, como entrar em áreas restritas sem desligar o sistema.
Até o momento, não há registro confirmado de um robô que tenha “decidido” atacar um ser humano por conta própria.
A importância da regulação
Especialistas defendem que, para evitar cenários perigosos, o desenvolvimento de IA e robótica precisa ser acompanhado de regulação ética, técnica e legal. Universidades, governos e empresas já participam de discussões sobre o chamado “uso responsável da IA”, que visa garantir que essas tecnologias sejam utilizadas para o bem da sociedade.